quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Agora a do papagaio


Desliguei o computador, deitei, me acomodei em meu travesseiro, fechei os olhos. Foi aberta a Fabrica de Pensamentos que Chegam na Hora Errada. Acho que o escuro estimula o pensamento, o silêncio faz as ideias escorregarem na minha cabeça e uma torneira se abre para as letras.

Nessa noite a infância me veio à cabeça, lembrei das piadas que eu costumava contar, realmente, não nasci pra trabalhar no circo. Sem coordenação motora para me equilibrar em cordas, sem coragem para treinar animais e sem aquela graça pateta dos palhaços com sua facilidade de entreter as pessoas e arrancar risadas com suas piadas. Talvez tenha uma vaga para mulher barbada, mas ainda assim eu acho que eu não serviria para o papel.

Minhas primeiras piadinhas decoradas foram sobre pontinhos e pintinhos, depois a inesquecível sobre o Lobo Mau e a Chapeuzinho, minha mãe adorava, pelo menos demonstrava gostar, eu vi sorrisos em todas as três mil e uma vezes que eu contei. Deveria ser incomodo para o Lobo Mau, a Chapeuzinho o interrogava enquanto ele tentava fazer o “número 2” e para espanto de todos, ele finalizava mandando a moça ir à merda. Achava a maior graça, contava em todas as festas de família, meu pequeno momento de glória.

Mais tarde comprei um livro de piadas do Batoré, desses que a gente encontra na fila do supermercado. Li o livrinho em uma tarde. Pra minha tristeza, eu não consegui decorar nem meia piadinha. Sempre tive esse problema de memória, decorar não é fácil, lembrar é uma tortura e esquecer é como comer brigadeiro na TPM. Talvez tenha sido nesse momento que eu percebi que não era do tipo que conta piadas. Afinal, toda roda de amigos tem desse tipo, poxa, talvez fosse a minha função.

Hoje eu consigo superar essa falta de jeito. O que eu não consigo é ficar sem piada, sem dar risada de coisa boba. Fiquei com uma mania terrível: Fulano, conta uma piada aí. Fulano me olha, pensa que o pedido nada combina com a situação, mexe a sobrancelha e meio sem jeito me responde que não lembra de nenhuma piada. Ah, como não lembra? Toda roda de amigos tem alguém com a função de ser um livro de piadas sempre aberto.

O que sobrou foi um trauma de infância. A menina que não sabia contar piadas. O trauma que fica nos outros é ter que ouvir as únicas piadas que eu consigo decorar, coisa curta que envolve trocadilhos. Acho engraçado, pra mim são as melhores.

-O que o instrutor de auto escola foi fazer no forró?
-?
-Ele foi ensinar o Frank Aguiar.

5 comentários:

Ana Elisa disse...

Prefiro a do Afeganistão!

Érica Verônica disse...

kkkkkkkkk

"Todo mundo morre uma vez.
A Alanis Morissete!"

Eu sei que essa é horrível, mas foi a única que eu lembrei agora.

Luna Sanchez disse...

Rs

Quando li o teu post anterior, pensei em comentar, também, sobre piadas...meu Deus, sou uma negação!

Só conto uma, a do caminhoneiro mineiro que gostava de Ufologia. Claro que conto muito mal, e me mato de rir durante a performance (sim, tem todo um gestual...), e é disso que o povo gosta, sabe, Nara?

Com a família e entre os amigos, sempre tem um show de talentos, e acaba chegando o meu momento de "brilhar" (ow), as pessoas falam "Lu, conta a tua piada, agora". E eu conto.

Ahahahahaha

* Eu escovo os dentes quatro vezes ao dia. O Joãozinho Trinta.

* Você não tem, mas o Frasnkstein.

* Eu pulo do barranco, o Luciano do Valle.

*Você riu dessas piadas? Não? Pois o Damon Hill.

Tsc-tsc-tsc...tu deu corda, agora aguenta...rs.

Beijos, florzinha. ^^

_ Adoro, aqui! _

ℓυηα

Luna Sanchez disse...

Naraaaaaaa,

Acredita que eu voltei aqui porque lembrei de mais uma? Rs

* Se até o Stallone Cobra, por que eu faria de graça?

kkkkkkkkkkkkkkkk

Ri mais da minha cara, correndo para o PC, do que do trocadilho em si.

Beeeeijo.

ℓυηα

Luiza disse...

Prefiro a do Afeganistão! [2]

Qual o site do cavalo?
www.cavalo.com.com.com.com

que droga, eu queria lembrar das outras....

Aviso

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