sábado, 15 de agosto de 2009

A renovação

Era sexta-feira e eu estava topando qualquer coisa (ou quase qualquer coisa) para não precisar sair de casa, mas era fim de férias, eu precisava renovar minha matrícula no meu amado e querido curso – eu adoro aquele lugar!

Depois de algumas tentativas de sabotagem de mim contra mim mesma e com muito esforço eu consegui sair de casa. Minha missão era simples e eu queria ser rápida.

O trânsito estava horrível, comecei a achar que era um sinal. Eu realmente não deveria ter colocado o nariz pra fora de casa. Teimosa Dona Nara.

Ao chegar as coisas estavam estranhas, a enorme porta sempre fechada do Centro de Matrícula estava aberta e logo de cara vi o tão brilhante potinho de álcool gel no balcão. Sim, eu pensei. Pensei no quanto esse treco deve estar vendendo. Eu ignorei o álcool gel, ignorei o guarda e tive que voltar para pegar uma senha. 193 era meu número, por acaso esse é algum número de emergência?

Fiquei sentadinha, lembrei do álcool novamente, imaginei que as pessoas ao meu redor eram vírus medonhos, eles querem me matar. Blim Blam: 193 na tela. Fui até o balcão.

-Quero renovar minha matrícula. – Entreguei o papel de renovação e sorri. O atendente era o Daniel, bonito o rapaz, sorrisão. Mas era grosso.

-Sua carteira de identidade, por favor.

Nesse momento eu pensei se ele realmente estava falando sério. Ele não conhecia minha bolsa, isso ia me dar trabalho, fazia uns dez minutos que eu tinha jogado a carteira na bolsa. Enquanto eu procurava, ele continuava com as perguntas.

- Você sabe seu CPF de cabeça?

Tá brincando, né, meu filho? Ainda ontem eu não sabia o número do meu celular!

-CEP, por favor.

Maldito! Você faz de propósito! Me pergunta números, eu odeio números, no mínimo ele sabia minha dificuldade com os racionais. Consegui achar a carteira, entreguei para ele. Quem sabe assim acabava com as perguntas?

- Em que ano você conclui o ensino médio?
-Já concluí. Ano passado. – Graças a Deus!
-Você mudou?
-Mudei. – Achei que ele queria bater um papo. Sorri.
- Endereço.

Eu notei que ele estava com pressa, tratei de responder tudo bem rápido. Meu estoque de memória tinha acabado.

Ele me devolve a identidade, me entrega um papel laranja (agora eu deveria pegar o novo crachá) e diz:

-Bom curso!

Ô, brigadão! Não vejo a hora de recomeçar!

6 comentários:

.° celala disse...

Da vontade de pegar a pessoa e fazer uma cosquinha neh, tipo "sorria colega.. pra q esse mau humor td" auahaua

denise disse...

Gostei, mas deveria ter chamado ele de boboooo.


bjuss

Daniel Cabral disse...

Detesto gente mal humorada. Vc acorda assim as vezes? :D

Luna Sanchez disse...

Ow, Daniel...que vacilo! Tanta coisa boa pra falar, e ele só quer saber de números?!

Rs

* Olha que estranho : tu postou na sexta e no sábado, e só apareceu a atualização lá no meu blog, agora...=\

Maaaas, tudo bem, não vai ser uma doideira do Blogger que vai me impedir de te ler. ;)

Beijos,

ℓυηα

Érica Verônica disse...

Amei a irônia...

"Não vejo a hora de recomeçar.. "

Nana de SouZa disse...

Ok, acho que essa coisa de "gripe suína" tá evoluindo. Veja: vc foi atendida por um cavalo!
hasuausuhasahaushuasha

Um cheiro grande

P.S: Obrigada pela visita e desculpa a demora.
P.S.2: E quanto à discrição; que bom que gostou. Até hoje sinto que falta algo,rs.

Aviso

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