quinta-feira, 23 de julho de 2009

Dados pessoais

Depois de certo ponto da vida somos obrigados a fazer um currículo. Comigo não foi diferente, juntei alguns dados, assisti algumas palestras, procurei na internet, consultei amigos e ficou pronto. Não foi difícil, é prático, acho mais complicado fazer o “Quem sou eu” do Orkut.

Algum tempo depois eu fiquei pensando sobre pessoas e currículos. Imagina se existisse um currículo do amor? Aliás, isso já existe, fato. Pense naquelas empresas de relacionamento. Aquilo é medonho, deixe seus dados, suas preferências, uma foto do seu melhor ângulo e vamos te arranjar o namorado dos seus sonhos. Poxa, às vezes dá certo, eu não conheço ninguém, mas já existem milhões dessas empresas espalhadas pelo nosso Brasilzão, deve dá certo. Dasveizfunfa.

Fiquei assustada com a ideia de ser obrigada a apresentar um currículo para meu namorado, quem sabe até pra família. Não por ter coisas vergonhosas, mas veja bem, eu não teria muito o que colocar ali. O currículo profissional não foi diferente.

No currículo é bom colocar o que já fizemos, as coisas importantes, qual o nosso papel em tal lugar, algumas qualidades e facilidades, nossas formações, endereço, telefone e e-mail. Já na folhinha de dados pessoais do amor (vou chamar assim), colocaríamos nossos relacionamentos mais marcantes, nossas qualidades – desde o saber de abaixar a tampa do vaso, abrir portas, fazer bolos e tortas, sorriso largo e abraço apertado – e defeitos, essa última parte seria pequena, afinal é segredo. Com o tempo a gente descobre. Seria importante a duração dos relacionamentos e no fim, estaria aquela bela frase “Com o amor eu aprendi a...” . Ok, parei.

Tenho pena daquelas pessoas que casam e por alguma ironia do destino assinam o divorcio. Nada contra, eu sei que acontece, pode acontecer com qualquer um, mas tem gente que toma gosto pelo negocio e casa e separa, casa e separa, casa e separa, a situação vira um ciclo vicioso e o “quer casar comigo” vira “bom dia, meu amor”! Essa gente teria uma folhinha de dados pessoais do amor enorme, quase um livro. Talvez fosse possível vender histórias, compartilhar com pessoas que, como eu, não têm o que por no currículo amoroso. É a globalização no amor.

Acontece que no amor não tem contrato (esqueça os casais milionários, os casamentos arranjados e todos os golpes do baú), não existe o assina aqui e vamos nos amar forever, não tem currículo para apresentar e mostrar seus detalhes a pessoa amada. Tudo vem com o tempo, a intimidade vem aos poucos, o amor pode crescer ou diminuir, e tudo isso não tem papel que faça acontecer.

2 comentários:

Érica Verônica disse...

Essa história de currículo de amor, me assustou um pouco. Imagina ter que colocar os pontos mais importantes sobre os seus relacionamentos passados, e mais tarde passar por uma estrevista sobre o que você sabe a respeito de amor! Medonho!!!!

Melhor pensar nisso não. =/

Mas a respeito do casamento... sonho com o dia do meu. Padre, minha família, padrinhos e madrinhas, amigos, convidados, a Barbara tocando violino na minha entrada, e "ele" ali. Lindooo.. mas é um momento pra ser vivido apenas uma vez. Com a pessoa certa. Pra mim casamento é único, lindo e com alguém especial.

.° celala disse...

Acho que pior que o meu curriculum vitae e so o meu curriculo amoroso msm. hauahua Acho que eu nem ia tentar "emprego" por vergonha d entregar a folinha hauahaua

=*

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