segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O que impede e permite



Aí eu exagerei. Quando eu não exagero? Se eu não exagerasse não seria eu. Não mataria a minha sede e nem a minha vontade, não faria meu coração bater ou a boca salivar. Simplesmente não seria eu. Digo e repito: posso me arrepender, posso não me arrepender, pode doer depois, pode doer pra sempre, fazer sangrar, pode só me encher de alegria e vontade, mas não, não vou deixar de fazer o que quero e acho necessário neste exato momento. É assim que vivo, é a minha regra, meu segredo de felicidade instantânea. O resto, me importo depois, sozinha ou acompanhada.

E andam falando por aí que eu perdi o juízo, o pensamento, a leveza. Pois é, andam falando de mim. Dói. Preferia que olhassem no meu olho e perguntasse “qual o problema?”. Essa sou eu. Meu novo eu. Gostando ou não. Carne e osso, prazer. Pecados. Tumulto. Caos. Amor, muito amor, muito mais amor. Essa sou eu, a permissão.  Acho bonito esse negócio de se permitir. Eu sei das conseqüências, me perco nelas, como qualquer um que se aceita humano. Eu vivo é nas conseqüências, boas ou ruins, vivo delas.

Não se preocupe, tens razão: Eu não sei o que estou fazendo. E quem é que sabe? Quem tem esse controle todo sobre algo tão grande feito a vida? E quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? Se você tem a razão, eu tenho o sentimento. Sempre tive, esse não mudou, não mudará. Vive em mim enraizado, todos os dias, faz com que fique acordada todas as noites. Meus e tão meus sentimentos. O que me impede da solidão.

7 comentários:

Dai disse...

Estava com saudade daqui, dos seus textos e de você. Da nova ou da velha, tanto faz.

beijo

Carolina disse...

Esse foi o texto seu que mais gostei. E se ele representa uma pessoa nova, e que reolveu se permitir, gosto ainda mais.

Um beijo!

Ivan disse...

Só pra você que você tem um amigo em mim. Tipo Toy Story, saca?

Beijinhos.

Ivan

Thalita Santos disse...

Lembrei-me de uma uma frase de Clarice Lispector ao ler o seu texto que diz o seguinte:

"Eu te deixo ser. Deixa-me ser então."

Também sou e vejo a vida nessa desordem de sentimentos como você. Que nos deixem ser então. Que nos permitamos e sejamos permitidos.

Maíra K. disse...

O importante é sempre sermos nós mesmos, não importa os que os outros vão pensar. =)

Érica Verônica disse...

Estava com muitas saudades dessa sua leveza.
Adoreiiii.. continue assim Flor. =)

Beijossss

Vênus, Vanessa. disse...

Gostei daqui. Gostei dos textos.

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