terça-feira, 8 de setembro de 2009

Arroz e feijão

Clarissa Corrêa uma vez escreveu no blog que a vida estava cretina demais. Gostei da frase logo de cara, me identifiquei, consegui muito bem dar um significado para a palavra “cretina” e rapidamente encaixei ao meu estado de humor. Bem cretino. Bem sem valor.

Tem dias que bate vergonha de se olhar no espelho, a imagem fica confusa e longe da perfeição.

“Não é porque eu sujei a roupa bem agora que eu já estava saindo
Nem mesmo porque eu peguei o maior trânsito e acabei perdendo o
cinema
Não é porque não acho o papel onde anotei o telefone que eu tô precisando
Nem mesmo o dedo que eu cortei abrindo a lata e ainda continua sangrando
Não é porque fui mal na prova de geometria e periga d'eu repetir de ano
Nem mesmo o meu carro que parou de madrugada só por falta de gasolina
Não é por que tá muito frio, não é por que tá muito calor”


Não tem muitos motivos, mas a falta dos motivos já é um motivo para se sentir todos esses motivos, entendeu?

Tem uma música do Pato Fu em que a Fernanda Takai diz que anda se sentindo meio janta hoje, tá se sentindo meio arroz com feijão. Acho que o dia dela estava cretino também. É uma frase que também me marcou. Imagina se sentir arroz e feijão todos os dias, é tão simples, tão comum, tão normal. É chato. Se sentir lasanha é bem melhor, tão mais gorduroso, suculento e desejável. Sem contar que arroz e feijão posso comer todos os dias, ja a lasanha... é coisa de domingo.

Acho que estou me sentindo meio Petit Gateau hoje. Meio sorvete, meio bolo, aquela coisa mole e fria. Eu sei que é gostoso e que tem uma aparência maravilhosa, mas me faz sentir gorda.

6 comentários:

Ana Elisa disse...

ahushuahsuahuhsuahsuahs

Ta gordinha amiga?

Luna Sanchez disse...

Teus textos me fazem levitar, não sinto peso de lasanha, de Petit Gateau, nem de nada, sabia? ^^

Tenho meus dias feijão com arroz, tenho meus dias strogonoff, e também passo semanas sendo pizza, só muda o sabor. Faz parte de como a gente se vê, naquela fase, e de como o mundo reflete em nós e vice versa.

Lembrei daquela cena de "O Casamento do meu melhor amigo", quando a Julia tenta explicar para a Cameron que, apesar dela ser maravilhosa, o noivo (ow, God, que noivo!) pode, às vezes, desejar coisas simples, que não fazem parte do universo dela.

Para tanto, a Julia usa o exemplo da sobremesa fina (e não lembro qual) : diz que é deliciosa e linda, mas que ele pode, sim, querer gelatina, sem ter que avisar previamente. E afirma : "Você não é gelatina, nunca será gelatina!". Ahahahahahaha. Lembra disso?

Pois é, moça : fujamos do feijão com arroz, mas quando esse for o cardápio, vamos abusar dos temperos. Isso já é bom.

Beijos, dois, de quase quarta.

ℓυηα

Érica Verônica disse...

Ai amiga...

As vezes me sinto " musse de maracujá". Aquele saber meio azedinho de início mais que derrete na boca.

Sou toda decidida e muitas vezes
tida como "brava". Mas derreto facinho. Assim como o musse de maracujá. (Acho que vc me entende)

bjo

Daniel Cabral disse...

Nossa isso me deu uma fome... Vc gorda? auhauhaa

Luiza disse...

Realmente, você precisa de regime (Y)

Luna Sanchez disse...

Nara,

Trouxe selinho pra ti :

http://coleccion-recuerdo.blogspot.com/2009/09/o.html

Beijos, dois, de sexta! ^^

ℓυηα

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