domingo, 21 de fevereiro de 2010

O meu silêncio




Por muitas vezes me senti invisível, sem muita conversa e com poucos amigos. Não no sentido verdadeiro da frase, porque os poucos amigos que tenho sempre foram presentes, mas é que quando se está invisível – por opção ou não – a nossa própria visão desaparece. E se a gente não vê, quem é que vai ver por nós? Eu sei que me surpreendo observando a conversa alheia, o olhar alheio e até mesmo a serenidade alheia. Como existe gente segura, gente que não pede atenção quando quer falar. Acho bonito isso. Quando esse poder é usado de forma inteligente é bonito. Do contrário, vejo a pessoa como um pavão descontrolado em busca de atenção.
Eu sou do outro grupo, o grupo que pede atenção, que mesmo quando aumenta o tom da voz ainda treme e gagueja. Definitivamente não sou alma gêmea da Xuxa e nem do Silvio Santos, realmente eu falo muito menos que o Galvão Bueno e infelizmente (ou felizmente...) eu não tenho o mesmo brilho que a Vera Verão. Eu me vejo em silêncio quando todos estão falando.  Acho que é exatamente nessa hora que eu tiro todo o meu lado anti-social da bolsa. Sim, aquele que eu sempre escondi com chaves e cadeado, aquele que vive sempre por baixo do meu sorriso. Sempre achei feio esse lado anti-social. Eu achava que eu sempre deveria estar disposta a ouvir, a conversar, deveria sempre sorrir e concordar. Eu achava tão errado.
Por muito tempo eu tive medo de ficar sozinha. Quem nunca teve? Hoje sinto mais medo de ter que conversar sobre o tempo apenas para não me acostumar com o silêncio. Alguém me ensinou que quando estamos com uma pessoa realmente amiga, alguém que nos compreende até pelo avesso, o silêncio não é constrangedor. A falta de sons, ruídos ou qualquer barulhinho que seja, nos faz refletir sobre o que já foi dito. Mesmo que a última manifestação tenha sido uma gargalhada ou um pequeno suspiro.

12 comentários:

Marcelo Mayer disse...

esse medo, para mim, se transformou em envelhecer um pouco mais tranquilo

Ana Cristina Cattete Quevedo disse...

Nara, queria dizer-te uam coisa bem linda, mas só me veio a cabeça : "em boca fechada não entra mosquito" e "antes palavra não dita que arrependimento feito".

Seu jeito de se expressar é outro, moça. Como bem disse, as vezes até mesmo um sorriso é palavra para quem te cohhece.

Só não deixe cair no erro da vergonha e omissão( acho que nem rpecisava dizer, voce é esperta demais pra não o saber hehehe)

Menina Misteriosa disse...

Eu gosto do silêncio. E aprender a valorizá-lo é uma dádiva.
Porque temos que estar sempre falando?! Às vezes, não há o que ser dito. Ou a gente não quer. E aceitar isso é importante.
E é algo raro!
Gosto de você tagarela ou não!
;)
Um beijo

http://meninamisteriosa.wordpress.com/
http://www.aceuabertodaboca.blogspot.com/

Eraldo Paulino disse...

Aliás, só quando tudo se cala é que temos a dimensão do quanto se faz barulho demais nos dias de hoje.

As palavras são a moeda do pensamento, não deveriam ser disperdiçadas como são.

Bjs que demonstram admiração!

Fê Colcerniani Justo disse...

Menina, mesmo assim, vc com certeza deve ter o seu brilho prórpio e deve chamar atenção de alguém mesmo sem pedir atenção. E sim, qud estamos com alguém realmente amigo ou especial, o silência é tão bom!

Luna Sanchez disse...

Silêncio é essencial, quase como ar.

Eu gosto, e prezo.

Beijo, beijo.

ℓυηα

Déia disse...

As vezes calar é o melhor caminho!!!

bj

Vêza Lopes disse...

Falando sério Nara, eu queria falar menos. Eu falo, falo e falo...

Eu falo que naum, mas lah no fundo, sou muito carente de atenção, sabe?

Mas tem hora que falo tanta merda... às vezes eh melhor ficar calada...

Déia disse...

Ja ta na hora de botar a boca no trombone! rs

francescbb@hotmail.es disse...

Good shots!! Amazing blog!!

http://balapertotarreu.blogspot.com

Frank

Escrevo Palavras e Choro Poemas disse...

Nossa querida é muito lindo o q vc escreve amei seu blog!! vou seguir bj* bom fim de semana!

Érica Verônica disse...

"Como existe gente segura, gente que não pede atenção quando quer falar."
Acho lindo este tipo de pessoa. Impoe respeito simplesmente pela presença. Pessoas assim me inspiram.

A próposito: Dizem que quando duas pessoas conseguem ficar em silêncio, as palavras são ditas pelo olhar. É aí que se reconhecem as verdadeiras amizades.

Aviso

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